Noudar Selfie Point

A nossa cadeira vermelha vai percorrer vários pontos de interesse de Noudar ao longo de 2021… #NoudarSelfiePoint


MALHADA DA TELHA Curral de grandes dimensões, com cercado descoberto, área dupla coberta de telha para recolha de gado e pequena habitação de apoio ao pastor, no mesmo edifício; recentemente recuperado. Tem perto uma choça, igualmente recuperada. Para além desta, contam-se mais 10 malhadas na Herdade da Coitadinha: das Casas, do Junco, das Eiras Queimadas, da Chapa, da Ti'Cruz, do Invernadero, das Juntas, do Castelo, dos Barrinhos e dos Braços.
Partilhamos aqui um testemunho sobre a vida no campo, noutros tempos, com rede referência à malhada:
"Fui para a Coitadinha com nove anos para ajudar no gado com meu pai que era vaqueiro, e era assim, levava meses e meses sem vir a Barrancos. (…) Minha mãe é que vinha fazer os avios com o burrinho e nós ficávamos lá. Quando eu era ajuda de meu pai, minha mãe fazia a lida da malhada, tinha umas cabrinhas, fazia queijinhos, ia à água, meu pai também semeava umas searinhas e ela ia a mondar a seara." (Manuel dos Santos)
Fonte: Tese de Doutoramento em Antropologia "Fronteira e guerra civil de Espanha - Dominação, resistência e usos da memória em Barrancos”, de Maria Dulce Simões (Maio 2011) http://hdl.handle.net/10362/6643



HORTA DA SENHORA Era aqui que a antiga proprietária da Herdade da Coitadinha, a benevolente Maria das Dores Blanco Fialho Garcia (Dona Dorinha, como lhe chamava o povo) cultivava as suas roseiras. "O maior exemplo que nos deixou, bem sentido por todo o povo, foi a sua generosidade para com os pobres. Foi sócia fundadora da União de Caridade das Senhoras de Barrancos... constituída em 1924"*. Atualmente, nos seus talhões, cultivamos poejo, segurelha, orégãos, hortelã-da-ribeira, menta, tomilho-limão, no âmbito do projeto Life Montado-Adapt… mas não poderíamos deixar de ter também roseiras, em sua memória!




ERMIDA DE S. GINES (ou S. GENS) Esta capela, de pequenas dimensões e de planta circular, foi construída em xisto e apoiada em gigantes do mesmo material. Terá sido originalmente  pensada como atalaia complementar às funções defensivas do castelo mas, provavelmente, nunca  teve outras funções que não as de carácter religioso. Chegou a ser um local onde se castigavam prisioneiros e ladrões. Encontra-se em adiantado estado de ruína, não possuindo já cobertura. Sobre a capela está instalado um  marco geodésico. Daqui se avista o Castelo de Noudar e o Monte da Coitadinha.




MONTE DA COITADINHA: A construção deste edificado, que foi uma casa agrícola dedicada ao apuramento da raça bovina Mertolenga, tem registos datados de 1936/37. Aquando da sua recuperação, com autoria do Arq. Latino Tavares, foram mantidos alguns espaços e detalhes originais, que nos transportam pela história da Coitadinha: os tectos em abóbada na Casa do Monte, o antigo gerador, a casa da balança das vacas e o corredor onde elas eram ferradas, os fornos (na receção e restaurante), as janelas do pombal (na loja), a casa do guarda, a sala da Casa da Malta onde os trabalhadores ficavam alojados, o silo, a latrina, a casa das cinzas, a manjedoura e a Horta da Senhora, onde a antiga proprietária, Maria das Dores Blanco Fialho Garcia, plantava as suas rosas.


FONTE DA FIGUEIRA: Também conhecida localmente como "a pançona” (nome que escolhemos para o nosso restaurante), este é um pequeno recinto murado usado como área de repouso e piqueniques, entre o castelo de Noudar e o rio Ardila. Destino de barranquenhos (e até dos nossos vizinhos espanhóis) para romarias a cavalo, esta bica está localizada sob a sombra de uma figueira e enquadrada por painel de mármore, com a data de 1931.


PORTO SORTANO ou PORTO CALÇADO: Zona da antiga exploração de minério que aproveitava o açude como ponte de ligação à mina. Os vestígios mineiros restringem-se a 2 pequenas sanjas, 5 poços, 2 habitações em ruinas, alguns fragmentos de escória e uma pequena vala, com paredes carbonizadas, que confirmam ter havido trabalhos de fundição. Estas são também as denominações dadas ao moinho da ribeira de Múrtega, aqui existente, situado na margem da herdade vizinha, Mercês.



MONTE DO OLIVAL: Conjunto edificado correspondente ao segundo monte da Herdade, agrupando edifícios de habitação, de armazenamento e de estábulo; apresenta ainda os restos de um forno exterior, adossado ao edifício principal; no interior, mantém vestígios dos bancos em pedra e das divisórias primitivas. Próximo deste conjunto localizavam-se a horta, cercados de animais e, claro, o olival. Daqui se avista a vila de Barrancos.



CHOÇA: Antigo abrigo de pastores, de feição primitiva, em planta circular e pedra caiada no exterior. A cobertura é em forma cónica, e feita com materiais vegetais (junco seco). Existem diversas ruínas destes edifícios pela Herdade, mas dois encontram-se recuperados e utilizáveis, junto à malhada da Telha (na foto) e à malhada do Castelo. 



MONTE DO GUARDA: Pequeno conjunto edificado, composto por dois edifícios adossados, o maior tinha duas divisões (quarto e cozinha), o menor apenas com uma divisão, que incluía a cozinha; próximo ficava o estábulo, descoberto, para animais de tiro ou de carga. Atual zona para piqueniques, é um excelente miradouro sobre o montado de azinho, o Monte da Coitadinha e o Castelo de Noudar.

 

EIRA GRANDE: Esta ampla eira de formato circular, com cerca de 20 metros de diâmetro, tem o recinto murado em pedra seca e o chão totalmente revestido com seixos rolados. Foi durante muito tempo usada por trabalhadores agrícolas na debulha dos cereais. Excelente miradouro para a paisagem, daqui se avista o Monte da Coitadinha, o Castelo de Noudar, várias áreas de montado, a ribeira de Múrtega e até Barrancos.